Santa Teresinha do Menino Jesus representa uma das santas mais queridas e influentes da Igreja Católica, desenvolvendo uma espiritualidade revolucionária baseada na confiança infantil em Deus. Assim, Teresa nasceu em Alençon, França, em 2 de janeiro de 1873, no seio de uma família abastada e temente a Deus. Dessa forma, seus pais Luís e Zélia tiveram oito filhos antes da caçula Teresa, mas quatro morreram na infância. Por isso, restaram apenas as quatro irmãs que também se tornaram religiosas, demonstrando o ambiente profundamente cristão da família Martin.
Amadurecimento espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus
À primeira vista, parece que Teresinha foi santa desde a infância, porém sua história revela caminho de amadurecimento através de muitos sofrimentos. Então, perdeu sua mãe aos 4 anos e 8 meses devido ao câncer, experiência que marcou profundamente sua sensibilidade. Assim, desenvolveu grande tristeza e chorava frequentemente até fazer experiência transformadora com Nossa Senhora aos 10 anos.
Do mesmo modo, em 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, contemplou a imagem de Maria que lhe pareceu extraordinariamente bela. Contudo, o que mais a impressionou foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Dessa forma, todas suas penas desapareceram naquele momento e lágrimas de pura alegria escorreram de seus olhos. Enfim, esta experiência com “Nossa Senhora do Sorriso” marcou decisivamente sua espiritualidade.
Vocação carmelita e missão universal
Santa Teresinha também vivenciou profunda experiência com o Natal, recebendo do Menino Jesus uma “total conversão” aos 13 anos em 1883. Por isso, este fato foi tão importante que a levou a assumir o nome religioso de Teresinha do Menino Jesus. Então, com autorização do Papa Leão XIII, pôde entrar no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux aos 15 anos de idade.
Assim, ao ingressar no Carmelo, dedicou-se a rezar pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Contudo, trazia no coração grande desejo de ser missionária querendo anunciar o evangelho aos cinco continentes. Dessa forma, descobriu no amor um caminho de perfeição declarando: “no coração da Igreja, serei o amor”. Do mesmo modo, após sua morte, o Papa Pio XI colocou-a como padroeira universal das missões católicas.
A pequena via espiritual
Através do amor, Teresinha desenvolveu a “infância espiritual” ou “pequena via” baseada na extrema confiança em Deus Pai. Então, esta espiritualidade derivou de seu relacionamento com seu pai Luís que a ensinou a ver Deus como bondoso, amoroso e misericordioso. Por isso, pôde confiar e lançar-se sem reservas nos braços divinos que a elevavam como elevador através da graça.
Assim, em sua extrema humildade, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, buscando sempre rebaixar-se na vida fraterna e amar sem reservas. Dessa forma, renovou a espiritualidade carmelita vendo na caridade gratuita o caminho perfeito. Contudo, morreu aos 24 anos em 30 de setembro de 1897, dizendo suas últimas palavras: “Oh! amo-O. Deus meu, amo-Vos!”. Enfim, o Papa João Paulo II proclamou-a doutora da Igreja em 19 de outubro de 1997, reconhecendo sua contribuição teológica única.