16/11 – Santa Margarida da Escócia

Santa Margarida da Escócia transformou a Escócia medieval através de sua caridade excepcional e reformas religiosas profundas. Assim, esta santa nasceu em 1046 na Hungria, quando seu pai Eduardo III vivia exilado devido aos conflitos pelo trono inglês. Dessa forma, vivenciou desde criança os desafios políticos que moldaram seu caráter resiliente e sua fé inabalável, tornando-se posteriormente modelo de rainha cristã.

Juventude marcada por exílios e adversidades

Por isso, em 1054, Margarida retornou à Inglaterra aos oito anos, conhecendo finalmente a pátria paterna. Contudo, após a morte de Santo Eduardo em 1066, recomeçaram conflitos sucessórios violentos. Então, a luta entre Haroldo e Guilherme da Normandia obrigou Edgardo, irmão de Margarida, a refugiar-se na Escócia com a família.

Dessa forma, vivendo como refugiada na corte escocesa, Margarida casou-se em 1070 com o rei Malcolm III. Do mesmo modo, dessa união nasceram oito filhos: seis príncipes e duas princesas, incluindo Edite, futura rainha da Inglaterra conhecida como Santa Matilde. Por isso, Margarida buscou constituir verdadeira igreja doméstica com sua numerosa prole real.

Reinado transformador e caridade heroica

Como rainha, Santa Margarida da Escócia cooperou intensamente com Malcolm III tanto no aperfeiçoamento pessoal quanto na administração real. Assim, transformou o temperamento rude do esposo em doçura cristã. Enfim, baniu futilidades cortesãs aproximando bens reais das necessidades dos pobres.

Dessa forma, alimentava e servia pessoalmente mais de cem pobres diariamente, demonstrando caridade extraordinária. Contudo, ia além da simples esmola: lavava pés e beijava chagas dos necessitados, tratando-os como irmãos e presença de Cristo. Desse modo, estabeleceu padrão de caridade real sem precedentes na Europa medieval.

Do mesmo modo, promoveu reformas religiosas fundamentais uniformizando cultos escoceses com práticas romanas. Então, determinou respeito ao jejum quaresmal e celebração pascal adequada. Por isso, recomendou confissão frequente e descanso dominical. Assim, incentivou construção de igrejas, capelas e escolas, difundindo educação religiosa por todo reino.

Santa Margarida da Escócia: fé heroica diante da tragédia final

Em 1093, com saúde debilitada, Margarida adoeceu gravemente. Enfim, Malcolm III e o filho primogênito partiram para batalha contra Guilherme, o Vermelho, que invadia a Escócia. Contudo, ambos faleceram no mesmo ano, deixando a rainha viúva e enlutada.

Dessa forma, demonstrou fé heroica aceitando perdas devastadoras sem desespero, entregando tudo a Deus. Santa Margarida da Escócia faleceu em 16 de novembro de 1093, sendo canonizada em 1250 por Inocêncio IV.

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