São Francisco Xavier representa um dos maiores exemplos de zelo missionário na história da Igreja Católica. Assim, este santo jesuíta dedicou sua vida inteira à evangelização do Oriente, tornando-se conhecido como “São Paulo do Oriente”.
São Francisco Xavier: das origens nobres à conversão
Nascido no castelo de Xavier, em Navarra, norte da Espanha, São Francisco Xavier veio ao mundo em 7 de abril de 1506. Dessa forma, cresceu em família nobre, sendo seu pai presidente do Conselho Real de Navarra. Por isso, recebeu educação privilegiada desde a infância.
Em 1525, aos dezoito anos, partiu para Paris dedicar-se aos estudos universitários. Então, em 1530, tornou-se “Magister Artium”, preparando-se para carreira acadêmica. Contudo, era vaidoso e ambicioso, buscando glória pessoal. Enfim, conheceu Inácio de Loyola no Colégio de Santa Bárbara, encontro que transformaria sua vida completamente.
A conversão através de Inácio de Loyola
A relação entre Francisco e Inácio começou complicada. Assim, o próprio Inácio definiu Francisco como “o pedaço de massa mais difícil que amassou”. Do mesmo modo, Francisco resistia às investidas espirituais de seu colega de estudos.
Contudo, com tempo e intercessão constante de Inácio, o coração de Francisco cedeu ao amor de Jesus. Dessa forma, entrou no verdadeiro processo de conversão. Por isso, tornou-se cofundador da Companhia de Jesus, fundada em 1539. Então, sua vida tomou rumo completamente diferente, dedicando-se inteiramente ao serviço de Deus.
São Francisco Xavier e suas missões no Oriente
Já ordenado padre e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier recebeu designação para missionar no Oriente. Assim, tornou-se o primeiro jesuíta que partiu de Lisboa para as Índias em 7 de abril de 1541. Dessa forma, realizou trabalho evangelizador frutuoso abrangendo todas as classes e idades.
A viagem de Lisboa a Goa durou aproximadamente treze meses. Então, enfrentou jornada fatigante devido à falta de comida, calor intenso e tempestades. Contudo, chegando a Goa em 1542, escolheu como residência o hospital da cidade. Por isso, sua cama ficava ao lado de pacientes em situação grave, demonstrando seu amor pelos excluídos.
O legado eterno do patrono das missões
Entre 1545 e 1547, Francisco avançou para outras regiões orientais. Assim, chegou em Malaca, arquipélago das Molucas e Ilhas do Moro. Do mesmo modo, não se preocupava com perigos, pois confiava plenamente em Deus.
Em 1547, encontrou Hanjiro, fugitivo japonês ansioso por converter-se ao cristianismo. Então, esse encontro acendeu em seu coração o desejo de evangelizar o Japão. Dessa forma, chegou ao país em 1549, aprendendo língua e costumes locais. Por isso, conseguiu anunciar Cristo de modo encarnado na cultura japonesa.
Enfim, ambicionando evangelizar a China, Francisco chegou à ilha de Shangchuan em 1552. Contudo, forte febre e cansaço o acometeram. Do mesmo modo que viveu intensamente, morreu aos 46 anos em 3 de dezembro de 1552. Assim, percorreu distâncias que, somadas, dariam três voltas na Terra. Por isso, tornou-se merecidamente Patrono Universal das Missões em 1927.