São Bernardino de Sena nasceu em 1380, na Itália, e logo enfrentou grandes desafios. Órfão de mãe aos três anos e de pai aos sete, foi criado pelas tias, que o educaram na fé cristã. Desde pequeno, demonstrou amor a Nossa Senhora e a Jesus Cristo. Mais tarde, estudou na Universidade de Sena e, aos 22 anos, escolheu abandonar uma vida confortável para ingressar na ordem dos Franciscanos.
Dentro da vida religiosa, São Bernardino de Sena abraçou com entusiasmo o movimento da observância franciscana, que exigia uma vivência rigorosa da pobreza, inspirada em São Francisco de Assis. Além disso, seu compromisso e liderança levaram-no a assumir a responsabilidade geral pelos mosteiros que seguiam essa linha de vida mais austera.
São Bernardino de Sena: mestre da pregação e da caridade
Durante sua missão, São Bernardino de Sena percorreu cidades italianas devastadas por pestes e conflitos políticos. Em cada local onde chegava, pregava com simplicidade sobre caridade, paz e justiça. Suas palavras, cheias de fé e coragem, conquistavam o coração do povo e provocavam verdadeiras conversões.
Carregando consigo o símbolo JHS – Jesus Salvador dos Homens –, incentivava todos a voltarem seu olhar para o nome de Jesus, fonte de salvação e esperança. Além disso, suas pregações não se perderam no tempo. Um taquígrafo, presente em suas viagens, registrava seus sermões, permitindo que sua mensagem alcançasse gerações futuras. Por essa razão, São Bernardino de Sena se tornou padroeiro dos publicitários e dos que comunicam a fé.
Devoto da Eucaristia e da Virgem Maria
São Bernardino de Sena encontrou na Eucaristia e no Espírito Santo a força necessária para cumprir sua missão. Além disso, ele cultivava profunda devoção à Santíssima Virgem Maria e, consequentemente, incentivava outros a fazerem o mesmo. Em um de seus sermões, ensinou com clareza e simplicidade:
“O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina, com o seu esplendor, os que anunciam e os que ouvem a Sua Palavra.”
Mesmo nos últimos anos, embora gravemente doente, São Bernardino jamais abandonou seu amor à missão. Por isso, permaneceu firme até o fim. Ele faleceu em 1444, deixando como legado o exemplo luminoso de uma vida totalmente entregue a Deus. Seis anos depois, como reconhecimento de sua santidade, o Papa Nicolau V canonizou-o solenemente. Atualmente, seu túmulo permanece na igreja dos Franciscanos, em Áquila, onde sua memória continua a inspirar missionários e pregadores em todo o mundo.