Santo Estêvão destaca-se como o protomártir da Igreja, ou seja, o primeiro mártir de toda história católica. Assim, este diácono cheio do Espírito Santo enfrentou a morte com coragem extraordinária. Dessa forma, seu testemunho heroico marcou profundamente a comunidade cristã primitiva e contribuiu para conversão de São Paulo.
As origens e missão diaconal de Santo Estêvão
Santo Estêvão foi um dos primeiros a seguir os apóstolos de Jesus Cristo. Então, acredita-se que era grego ou judeu educado na cultura helênica. Por isso, tornou-se estimado entre a comunidade de Jerusalém. Dessa forma, seu nome aparece nos Atos dos Apóstolos como o primeiro entre os sete eleitos para ajudar na missão apostólica. Nos capítulos 6 e 7 dos Atos encontramos longo relato sobre seu martírio. Assim, apresenta-se como um dos sete primeiros diáconos nomeados e ordenados pelos apóstolos. Contudo, seu martírio ocorreu entre os anos 31 e 36 da era cristã. Então, a descrição bíblica narra: “Estêvão, porém, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”. Do mesmo modo, demonstrava sabedoria excepcional ao debater com opositores da fé nascente.
Santo Estêvão: o discurso que provocou sua condenação
Levantaram-se alguns da sinagoga dos Libertos, Cirenenses e Alexandrinos contra Estêvão. Assim, começaram a discutir com ele mas não puderam resistir à sabedoria com que falava. Dessa forma, subornaram homens que o acusaram falsamente: “Ouvimo-lo proferir palavras blasfematórias contra Moisés e contra Deus”. Por isso, amotinaram o povo, anciãos e escribas que o conduziram ao Sinédrio. Então, todos os presentes viram seu rosto como o rosto de um anjo. Num longo discurso, Estêvão evoca toda história do povo de Israel. Contudo, termina com veemente apóstrofe: “Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e ouvidos, resistis sempre ao Espírito Santo”. Do mesmo modo, acusa: “Qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Mataram os que prediziam a vinda do Justo que vós agora traístes e assassinastes”. Enfim, estas palavras provocaram fúria mortal dos ouvintes contra o santo diácono.
O martírio heroico e perdão dos assassinos
Ao ouvirem estas palavras, exasperaram-se nos corações e rangiam dentes contra Estêvão. Assim, ele, cheio do Espírito Santo, tendo olhos fixos no céu, viu a glória de Deus. Dessa forma, exclamou: “Vejo os céus abertos e o Filho do homem à direita de Deus”. Por isso, levantando grande clamor, lançaram-se violentamente contra ele. Então, lançaram-no fora da cidade e começaram apedrejamento fatal. As testemunhas depuseram seus mantos aos pés de jovem chamado Saulo. Contudo, Estêvão invocava Deus dizendo: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Do mesmo modo, tendo posto joelhos em terra, gritou em voz alta: “Senhor, não lhes contes este pecado”. Assim, dizendo isto, adormeceu pacificamente. Dessa forma, Santo Estêvão perdoou generosamente seus assassinos até o último momento de vida terrena.
Santo Estêvão: legado eterno e conversão de São Paulo
As palavras de Santo Estêvão custaram sua vida através de morte violenta por apedrejamento. Assim, entre os que aprovaram sua execução estava Saulo, que mais tarde tornou-se São Paulo. Dessa forma, o martírio de Estêvão plantou semente de conversão no coração do futuro apóstolo dos gentios. Por isso, enquanto era apedrejado, pedia que Jesus perdoasse seus assassinos, demonstrando caridade heroica. O lugar de seu martírio em Jerusalém situa-se, conforme tradição, fora da Porta de Damasco. Então, ali surge hoje a igreja de Saint-Étienne perpetuando sua memória. Contudo, seu exemplo transcende geografia específica. Do mesmo modo, inspira cristãos de todas épocas a permanecerem fiéis à fé mesmo diante da morte. Enfim, Santo Estêvão permanece como modelo perene de coragem evangélica e perdão cristão autêntico.