11/10 – Santo Alexandre Sauli

Santo Alexandre Sauli representa um exemplo extraordinário de renúncia aos privilégios mundanos em favor da missão evangelizadora, tornando-se conhecido como “Apóstolo da Córsega”. Assim, nasceu em nobre família genovesa que dava senadores e doges à República Marítima, possuindo aptidões excepcionais para o estudo. Dessa forma, suas altas relações valeram-lhe na adolescência a nomeação de pajem na corte de Carlos V, senhor da Europa e América. Por isso, alguém com suas qualidades poderia chegar rapidamente aos grandes lugares do poder.

Vocação religiosa de Santo Alexandre Sauli

Aos 17 anos, Alexandre pediu para ingressar nos Clérigos Regulares de São Paulo, chamados Barnabitas por residirem na igreja milanesa de São Barnabé. Então, estes sacerdotes seguiam regra de vida comum com rigorosos deveres de estudo e ensino, liderando a renovação religiosa. Assim, declarou: “Peço para ser aceito para me abandonar totalmente nas mãos da obediência”. Dessa forma, em sinal de obediência, expôs-se a uma das mais desagradáveis provações.

Do mesmo modo, apareceu na praça mercantil vestido de fidalgo mas carregando pesada cruz nos ombros. Contudo, humilhou-se fazendo um espetáculo, expondo-se ao escândalo e escárnio público. Enfim, iniciou costume que perdura: todo barnabita começa o noviciado carregando a cruz da comunidade para a igreja, unindo fé e humildade.

Formação e liderança espiritual

Alexandre tornou-se sacerdote, depois mestre e formador de barnabitas chamados a ser homens da cruz e do livro. Por isso, uniam fé e cultura intimamente tanto no século XVI como hoje. Então, nesta obra destacou-se tanto que com apenas 34 anos fizeram-no superior geral. Assim, Carlo Borromeo, arcebispo de Milão, quis-o como confessor, beneficiando-se muito de seus conselhos cheios de doutrina.

Dessa forma, Pio V nomeou-o em 1567 bispo de Aleria na Córsega, onde tudo precisava ser feito. Contudo, encontrou fiéis vítimas da fome e piratas, necessitando alimentá-los fisicamente e espiritualmente. Do mesmo modo, continuou formando sacerdotes culturalmente dignos, incutindo neles ímpeto evangelizador. Enfim, por vinte anos a Córsega teve nele um pai e professor devotado.

Missão pastoral e morte santa

Quando já estava esgotado pelo trabalho, recebeu nova obediência transferindo-o para diocese ainda mais difícil. Então, obedeceu mesmo estando exaurido pelas décadas de serviço missionário. Assim, empreendeu imediatamente visita pastoral não parando de “carregar a cruz” enquanto mínimas forças o sustentavam.

Dessa forma, seu último dia chegou na doce paisagem outonal do sul do Piemonte, em Calosso d’Asti. Contudo, aceitando hospitalidade do senhor local, não ficou nos salões nobres mas no andar térreo com os trabalhadores. Do mesmo modo, morreu com as primeiras brumas nas colinas aquele que ficou conhecido como “Apóstolo da Córsega”. Por isso, seu corpo retornou à Pavia onde recebeu sepultura na catedral. Enfim, em 1904 o Papa Pio X inscreveu-o entre os santos reconhecendo sua vida de total dedicação à evangelização.

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