Nossa Senhora Rainha teve sua festa instituída pelo Papa Pio XII através da carta encíclica Ad Caeli Reginam, em 11 de outubro de 1954, celebrando assim a dignidade real de Maria sobre toda a criação. Consequentemente, esta devoção reconhece oficialmente os privilégios únicos concedidos à Mãe de Jesus Cristo. Portanto, a Igreja católica honra Maria não apenas como Mãe de Deus, mas também como soberana de todo o universo criado.
Inicialmente, a festa era celebrada em 31 de maio. Posteriormente, em virtude da reforma pós-conciliar, foi transferida para oito dias após a Festa da Assunção de Nossa Senhora. Entretanto, desde os primeiros séculos da Igreja católica, o povo cristão elevava orações e cânticos de louvor à Rainha do céu, especialmente durante momentos de alegria e quando ameaçado por graves perigos.
Nossa Senhora Rainha: fundamentos teológicos da realeza mariana
Tradicionalmente, o povo acreditou fielmente que a mulher da qual nasceu o Filho do Altíssimo recebeu privilégios singulares de graça superiores a todas as outras criaturas. Logicamente, considerando a estreita relação entre mãe e filho, reconhece-se facilmente na Mãe de Deus a dignidade real sobre todas as coisas criadas.
Fundamentalmente, tudo que se refere ao Messias traz a marca da divindade. Consequentemente, todos os cristãos reconhecem em Maria a superabundante generosidade do amor divino que a acumulou de todos os bens celestiais. Dessa forma, a Igreja convida o povo a invocá-la não apenas como Mãe, mas também como Rainha, pois Deus a coroou com o duplo diadema de virgindade e maternidade divina.
Mediadora da paz e proteção dos povos
Principalmente, a festa possui a finalidade de que todos reconheçam mais claramente o clemente e materno império da Mãe de Deus. Simultaneamente, contribui para que se conserve, consolide e torne perene a paz entre os povos através da intercessão maternal de Maria.
Durante o século XX, começaram movimentos organizados para a proclamação de Nossa Senhora Rainha do Universo, partindo de três congressos marianos importantes. Estrategicamente, o grande impulsor foi Pio XI que, na conclusão do Ano Santo de 1925, proclamou anteriormente a Festa de Cristo Rei, preparando assim o caminho para o reconhecimento da realeza mariana.
O movimento Pro regalitate Mariae e a instituição oficial
Posteriormente, nos anos 1930, uma mulher chamada Maria Desideri iniciou em Roma o movimento “Pro regalitate Mariae”. Dedicadamente, recolheu petições de todo o mundo em favor da instituição da festa litúrgica. Consequentemente, esse movimento internacional levou diretamente à decisão de Pio XII de instituir oficialmente a celebração.
Significativamente, um mês após a proclamação em 1954, o Papa Pacelli pronunciou um importante discurso em honra de Maria Rainha. Emocionalmente, realizou uma comovedora oração e a coroação da venerada imagem de Maria “Salus Populi Romani”. Certamente, Pio XII recordava da proteção recebida de Nossa Senhora durante a Segunda Guerra Mundial, quando sua intercessão evitou que Roma se tornasse alvo de uma batalha final devastadora.
Estrategicamente, Pio XII proclamou 1953 como Ano Mariano, inaugurando a tradição da homenagem papal a Maria no dia 8 de dezembro. Finalmente, essa tradição permanece até hoje com grande devoção, demonstrando a continuidade da veneração à Nossa Senhora Rainha na Igreja contemporânea.