O Beato Miguel Rua foi o primeiro sucessor de Dom Bosco e deu continuidade à missão salesiana com fidelidade e coragem. Nascido em 1837, em Turim, sua história se entrelaçou profundamente com a vida do fundador dos Salesianos. Órfão de pai, ele conheceu Dom Bosco ainda jovem. A partir desse encontro, sua vida tomou um novo rumo.
Miguel estava prestes a deixar os estudos para trabalhar em uma fábrica. No entanto, Dom Bosco interveio e conseguiu convencer sua mãe a deixá-lo estudar. Por isso, Miguel ingressou como interno no oratório de Valdocco, onde já viviam cerca de 500 meninos. Desde cedo, demonstrou responsabilidade e espírito de serviço.
Beato Miguel Rua: da vocação ao crescimento da obra salesiana
O Beato Miguel Rua vestiu o hábito clerical aos 15 anos. Pouco depois, participou da fundação oficial da Congregação Salesiana, ao lado de Dom Bosco e outros jovens. Aos 17 anos, já ensinava matemática, auxiliava na capela e ajudava no refeitório. Além disso, copiava cartas e textos para o fundador e ainda se preparava para o sacerdócio.
Em 1860, foi ordenado sacerdote. Na ocasião, Dom Bosco lhe escreveu: “Tu verás melhor que eu a obra salesiana atravessar fronteiras”. E assim aconteceu. Miguel dirigiu o primeiro oratório de Valdocco e abriu a primeira casa salesiana fora de Turim. Com o tempo, tornou-se o braço direito de Dom Bosco. Após sua morte, em 1888, Miguel assumiu a liderança da Congregação por indicação do Papa Leão XIII.
Durante seu governo, a Sociedade Salesiana cresceu exponencialmente. O número de membros passou de 773 para mais de 4.000. As casas religiosas aumentaram de 57 para 345. A presença salesiana se espalhou para 33 países. Mesmo diante de tantos desafios, Dom Rua se mostrou firme. Ele governou com sabedoria, fidelidade e profundo espírito de caridade.
O legado continua vivo
O Beato Miguel Rua era considerado a “regra viva”, pois viveu com total fidelidade ao carisma de Dom Bosco. Embora enfrentasse muitas dificuldades, ele manteve firme o espírito da Congregação. Mostrou-se um pai amoroso e um exemplo de liderança pastoral.
Miguel faleceu em 6 de abril de 1910, com 73 anos. O Papa Paulo VI o beatificou em 29 de outubro, afirmando: “Fez da fonte um rio”. Dessa forma, seu legado permanece atual. Ele é celebrado como um modelo de santidade no cotidiano, de entrega à missão e de amor aos jovens, especialmente os mais pobres.