Santa Maria Bertilla Boscardin representa um exemplo luminoso de santidade através do serviço aos enfermos. Assim, esta humilde camponesa italiana transformou sua profissão de enfermeira em verdadeiro apostolado cristão.
Origens humildes de Santa Maria Bertilla Boscardin
Batizada Ana Francisca, então Santa Maria Bertilla Boscardin nasceu em 6 de outubro de 1888, em Brendola, Itália. Por isso, cresceu numa família camponesa simples, sendo a filha mais velha de três irmãos. Dessa forma, desde cedo conheceu as dificuldades da vida rural.
Contudo, sua infância revelava sinais claros de vocação religiosa. Do mesmo modo que outros santos, demonstrava piedade excepcional desde pequena. Assim, gostava muito de rezar e nutria grande amor por Nossa Senhora. Enfim, rezava constantemente diante de um quadro mariano pendurado na cozinha familiar.
Vocação religiosa e entrada no convento
Sua piedade permitiu que fizesse a Primeira Comunhão aos nove anos. Por isso, aos dezessete anos, decidiu seguir definitivamente sua vocação religiosa. Dessa forma, ingressou no Convento das Irmãs Mestras de Santa Dorotéia Filhas dos Sagrados Corações.
Então, adotou o nome religioso de Maria Bertilla. Do mesmo modo que outras noviças, recebeu trabalhos humildes relacionados à lavanderia e cuidado com o forno. Contudo, Deus preparava-a para missão muito maior através dessas atividades simples.
Santa Maria Bertilla Boscardin: a enfermeira serva de todos
Posteriormente, ela obteve o diploma de enfermeira para servir melhor aos doentes. Assim, escreveu em seu diário palavras que resumem sua vocação: “Quero ser serva de todos, quero trabalhar, sofrer e deixar toda satisfação aos outros”. Por isso, foi enviada para o hospital em Treviso durante o segundo ano de noviciado.
Dessa forma, trabalhou inicialmente na ala infantil, cuidando de crianças vítimas da guerra. Então, a Primeira Guerra Mundial trouxe-lhe nova missão: dedicar-se aos soldados feridos. Contudo, precisou abandonar Treviso quando a cidade tornou-se frente de operações militares.
Doença e santificação
Em 1910, enfim os médicos diagnosticaram-lhe um câncer. Do mesmo modo que enfrentara outras dificuldades, aceitou a doença com resignação cristã. Assim, passou por cirurgia e retirou-se temporariamente para recuperação.
Contudo, voltando ao hospital em Treviso, adoeceu novamente. Por isso, necessitou de outra cirurgia, mas não resistiu ao período de recuperação. Então, morreu em 20 de outubro de 1922, após converter o médico-chefe do hospital através de seu testemunho.
Papa Pio XII a beatificou em 1952, e Papa João XXIII a canonizou em 1961, destacando sua piedade, pureza e ardor em ajudar enfermos.