25/11 – Santa Catarina de Alexandria

Santa Catarina de Alexandria representa uma das mártires mais célebres dos primeiros séculos, venerada pela Igreja Ortodoxa como grande mártir e reverenciada na Igreja Católica como um dos catorze Santos Auxiliadores. Assim, nasceu no ano 287 em Alexandria onde recebeu ótima formação cristã que a preparou para futuros desafios espirituais. Dessa forma, a lenda conta que seu pai era Costes, rei de Alexandria, proporcionando-lhe educação privilegiada. Por isso, aos 17 anos Catarina destacava-se como a mais bonita e sábia jovem de todo império, qualidade que a levou a ser invocada pelos estudantes.

Casamento místico e conversão

Catarina anunciou que desejava casar-se contanto que fosse com príncipe tão belo e sábio quanto ela, condição que embargou qualquer pretendente. Então, o ermitão Ananias disse-lhe: “Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado”. Assim, Maria apareceu na noite seguinte trazendo o Menino Jesus pela mão, mas Ele inicialmente rejeitou-a por achar-a feia espiritualmente.

Do mesmo modo, Ananias explicou-lhe: “Não é teu corpo, é tua alma orgulhosa que Lhe desagrada”. Dessa forma, instruiu-a sobre verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde através da graça divina. Contudo, tendo Jesus encontrado-a então bela espiritualmente, a Virgem Santíssima colocou anel nos dedos de ambos. Enfim, este evento ficou conhecido como “casamento místico de Santa Catarina”.

Santa Catarina de Alexandria perante o imperador

Ansiosa por encontrar seu Esposo celestial, Catarina pensava unicamente no martírio como caminho de união definitiva. Por isso, apresentou-se em nome de Deus diante do perseguidor imperador Maximino para repreendê-lo por perseguir cristãos. Então, demonstrou com eloquência a irracionalidade e inutilidade da religião pagã confrontando diretamente o poder imperial.

Assim, conduzida pelo Espírito Santo e com sabedoria divina, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na Igreja. Do mesmo modo, incapaz de responder-lhe, Maximino reuniu 50 melhores filósofos da província para confundi-la. Dessa forma, estes filósofos, além de contradizerem-se entre si, curvaram-se para a Verdade e converteram-se ao cristianismo. Contudo, esta conversão em massa causou infelicidade do terrível imperador.

Martírio glorioso e veneração

Maximino mandou queimar vivos os filósofos convertidos, assim como sua mulher Augusta, ajudante de campo Porfírio e duzentos oficiais que após ouvirem Catarina proclamaram-se cristãos. Enfim, depois da morte desses, Santa Catarina enfrentou provação na dor sendo aprovada por Deus no martírio. Por isso, sacrificaram-na numa máquina com quatro rodas armadas de pontas e serras por volta do ano 305.

Então, historiadores contam que anjos levaram seu corpo ao Monte Sinai onde anos mais tarde o imperador bizantino Justiniano I construiu Mosteiro de Santa Catarina em sua honra. Assim, considerada padroeira dos estudantes, filósofos e professores, seu culto estendeu-se por todo mundo. Dessa forma, a Universidade de Paris escolheu-a como padroeira e no Brasil é padroeira do Estado de Santa Catarina. Do mesmo modo, o Papa João XXII incluiu sua festa no calendário litúrgico entre 1316-1334.

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