Nossa Senhora das Dores representa uma das expressões mais significativas da devoção mariana católica. Assim, esta veneração nos convida a contemplar o sofrimento materno de Maria durante a Paixão de Cristo. Dessa forma, os fiéis encontram inspiração para enfrentar suas próprias dificuldades através do exemplo de fé da Virgem Maria.
Origens da devoção mariana
A devoção à “Mater Dolorosa” desenvolveu-se a partir do final do século XI. Contudo, sua difusão ocorreu principalmente nos países mediterrâneos. Por isso, o hino “Stabat Mater” de Frei Jacopone de Todi (1230-1306) tornou-se fundamental para esta tradição. Então, no século XV surgiram as primeiras celebrações litúrgicas dedicadas à Virgem das Dores.
Nossa Senhora das Dores e a ordem religiosa
A Ordem dos Servos de Maria, fundada em 1233, contribuiu significativamente para esta devoção. Dessa forma, em 1668 seus membros receberam autorização papal para celebrar a Missa das Sete Dores. Do mesmo modo, esta ordem propagou o culto mariano por toda a cristandade medieval.
Nossa Senhora das Dores: estabelecimento da data litúrgica
O Papa Inocêncio XII autorizou a celebração oficial em 1692. Contudo, várias mudanças ocorreram ao longo dos séculos. Então, em 1814, Pio VII estendeu a festa a toda a Igreja. Enfim, Pio X fixou definitivamente a data em 15 de setembro, um dia após a Exaltação da Santa Cruz.
As sete dores tradicionais
A tradição católica identifica sete momentos específicos de sofrimento mariano. Assim, estas dores correspondem aos episódios evangélicos: a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, o desaparecimento de Jesus no Templo, o encontro no Calvário, a crucificação, a deposição da Cruz e o sepultamento. Por isso, cada dor representa uma etapa da participação materna no mistério redentor.
Dessa forma, Nossa Senhora das Dores é representada com sete espadas transpassando seu Imaculado Coração. Do mesmo modo, a famosa “Pietà” retrata Maria segurando Jesus morto. Então, estas imagens inspiram os devotos a encontrar sentido no sofrimento humano. Enfim, a devoção celebrada em 15 de setembro continua fortalecendo a fé dos católicos em todo o mundo, oferecendo esperança através do exemplo de Maria junto à Cruz.