A Beata Madre Maria Assunta representa um exemplo extraordinário de dedicação missionária e amor maternal aos mais necessitados da sociedade brasileira do século XIX. Além disso, esta religiosa italiana cofundou o Instituto das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, dedicando sua vida inteira ao serviço dos órfãos dos imigrantes italianos. Portanto, compreender sua trajetória significa conhecer uma das figuras mais importantes da imigração italiana no Brasil. Simultaneamente, sua espiritualidade demonstra como Jesus se manifesta através do cuidado aos pobres, órfãos, doentes e migrantes. Em suma, ela personifica o ideal cristão de caridade heroica.
Maria Assunta Caterina Marchetti nasceu em Lombrici di Camaiore, província de Lucca, em 15 de agosto de 1871. Desde muito jovem, desejava profundamente uma vida de total dedicação e entrega a Deus através da vida religiosa. Entretanto, diversas circunstâncias familiares impediram-na de realizar suas aspirações vocacionais imediatamente. Primeiramente, precisava cuidar do trabalho doméstico em casa. Subsequentemente, a doença grave de sua mãe exigia cuidados constantes. Finalmente, a morte prematura de seu pai trouxe responsabilidades ainda maiores para a família. Consequentemente, sua vocação foi sendo adiada, mas não esquecida.
Apesar das dificuldades, Maria Assunta mantinha viva sua vocação religiosa e missionária. Constantemente, buscava oportunidades para servir a Deus através do próximo necessitado. Particularmente, sentia-se atraída pela ideia de dedicar-se aos mais abandonados da sociedade. Certamente, a Providência preparava-a para uma missão especial que mudaria sua vida completamente. Dessa maneira, cada obstáculo tornou-se uma preparação para o futuro apostolado.
Beata Madre Maria Assunta: vocação missionária no Brasil
Em 1895, o irmão de Maria Assunta, Padre Giuseppe Marchetti, fez-lhe um pedido que transformaria definitivamente seu destino. Especificamente, convidou-a para acompanhá-lo em sua missão pastoral no Brasil, dedicando-se ao cuidado dos órfãos dos imigrantes italianos. Imediatamente, ela reconheceu neste convite a resposta de Deus às suas orações e aspirações vocacionais. Consequentemente, decidiu aceitar este desafio missionário com coragem e determinação. Evidentemente, esta era a oportunidade divina que aguardava há tanto tempo.
Junto com sua mãe e outros dois jovens voluntários, Maria Assunta foi apresentada pessoalmente a Giovanni Battista Scalabrini, o grande apóstolo dos migrantes. Solenemente, em 25 de outubro de 1895, constituíram oficialmente os “Servos dos Órfãos e Abandonados”. Desta forma, nasceu uma congregação religiosa dedicada especificamente ao cuidado pastoral dos imigrantes e seus filhos órfãos. Principalmente, visavam atender as necessidades espirituais e materiais desta população vulnerável. Por outro lado, esta fundação representava uma resposta concreta aos desafios sociais da época.
Chegando ao Brasil, Maria Assunta encontrou uma realidade desafiadora mas profundamente necessitada de sua dedicação maternal. Efetivamente, muitos imigrantes italianos morriam devido às condições precárias de vida, deixando órfãos desamparados. Imediatamente, ela assumiu o cuidado destes pequeninos com amor genuinamente maternal. Progressivamente, tornou-se conhecida como a “mãe dos órfãos” devido à sua dedicação incansável. Ademais, sua presença trouxe esperança e dignidade a uma população marginalizada.
Espiritualidade da caridade heroica
Para a Madre Maria Assunta, Jesus estava verdadeiramente presente nos pobres, nos órfãos, nos doentes e nos migrantes que atendia diariamente. Profundamente, sentia-se honrada por ser chamada ao apostolado da caridade entre os mais abandonados da sociedade brasileira. Constantemente, dedicava sua juventude e energia aos pequeninos necessitados, tornando-se autenticamente mãe daqueles que haviam perdido suas famílias. Intimamente, ansiava em seu coração terminar seus dias terrenos na companhia de seus entes queridos: os pequenos órfãos. De fato, encontrava sua maior alegria no sorriso das crianças que acolhia.
As Irmãs Missionárias Scalabrinianas encontram nela um pilar fundamental e modelo inspirador de dedicação missionária incansável e corajosa ao serviço da caridade cristã. Heroicamente, sua dedicação total gerou consequências físicas graves, incluindo uma lesão séria na perna causada durante uma visita pastoral a uma pessoa doente. Consequentemente, esta lesão causou-lhe longos anos de sofrimento físico que ela oferecia generosamente pela salvação das almas. Todavia, jamais se queixava dos próprios sofrimentos diante dos necessitados.
Apesar dos sofrimentos constantes, Madre Maria Assunta nunca diminuiu seu ritmo de trabalho nem sua alegria no serviço. Continuamente, visitava os doentes, consolava os aflitos e educava os órfãos com amor maternal autêntico. Particularmente, destacava-se por sua capacidade de encontrar soluções práticas para os problemas mais difíceis enfrentados pelas famílias imigrantes. Além do mais, inspirava outras mulheres a se dedicarem ao apostolado da caridade.
Finalmente, Madre Maria Assunta faleceu santamente no orfanato de São Paulo, Brasil, em 1º de julho de 1948, rodeada pelos seus amados órfãos. Posteriormente, sua beatificação ocorreu solenemente em 25 de outubro de 2014, através do Papa Francisco. Definitivamente, sua vida exemplar continua inspirando missionários e educadores em todo o mundo, demonstrando como o amor maternal pode transformar vidas e sociedades inteiras. Indubitavelmente, ela permanece um modelo de caridade heroica para todas as gerações futuras.