O Beato Estêvão Sandór nasceu em 26 de novembro de 1914, na cidade de Szolnok, Hungria. Desde cedo, seus pais, Estêvão e Maria Fekete, transmitiram-lhe valores cristãos sólidos e um espírito de generosidade. Como irmão mais velho, Estêvão não apenas ajudava em casa, mas também era um exemplo de responsabilidade e oração para os irmãos. Sempre educado, alegre e prestativo, conquistava a admiração de todos à sua volta.
Enquanto lia o Boletim Salesiano, sentiu-se profundamente tocado pelo testemunho de São João Bosco. Assim, com o apoio do seu diretor espiritual e após alguma resistência da família, decidiu seguir o chamado vocacional. Em 1936, ingressou na casa salesiana de Budapeste, onde iniciou o curso técnico de artes gráficas. Ali, destacou-se não apenas pelo talento profissional, mas também por sua conduta fraterna e amor à juventude.
Beato Estêvão Sandór: consagração, perseguição e martírio por amor a Cristo
Durante a Segunda Guerra Mundial, Estêvão foi convocado para o serviço militar. Mesmo nas trincheiras, organizava momentos de oração e esperança. Por isso, recebeu uma medalha de prata por valor militar. Após a guerra, voltou à missão salesiana e professou seus votos perpétuos em 1946. Além disso, passou a lecionar artes gráficas, colaborar nos oratórios e guiar a Juventude Operária Católica com entusiasmo.
A partir de 1949, o regime comunista intensificou a perseguição religiosa na Hungria. Embora proibido de continuar sua missão publicamente, Estêvão não recuou. Pelo contrário, manteve seu trabalho pastoral de forma clandestina, evangelizando jovens e fortalecendo-os na fé.
Em julho de 1952, a polícia secreta o prendeu. Pouco depois, o regime o condenou à morte. Executaram-no em segredo no dia 8 de junho de 1953, e seu corpo nunca foi encontrado. Embora o silêncio político tenha tentado apagar seu nome, a Igreja reconheceu sua coragem. Em 2013, o Papa Francisco beatificou Estêvão como mártir da fé.
A Igreja e os fiéis lembram hoje o Beato Estêvão Sandór como um exemplo de firmeza, alegria e entrega, especialmente para a juventude e para todos os que vivem sua fé em contextos hostis.