28/11 – Santa Catarina Labouré

Santa Catarina Labouré representa uma das santas mais humildes e extraordinárias do século XIX, conhecida mundialmente pelas aparições de Nossa Senhora que originaram a famosa Medalha Milagrosa. Assim, nasceu em Fain-lès-Moutiers, aldeia de Borgonha na França, em 2 de maio de 1806, sendo nona filha de Pedro Labouré e Luísa Madalena Gontard. Dessa forma, moravam no campo com amor ao trabalho e simplicidade de vida característica das famílias rurais. Por isso, quando sua mãe faleceu aos 46 anos e Catarina tinha apenas 9, assumiu com empenho a maternidade e educação dos irmãos menores.

Vocação religiosa e entrada no noviciado

Catarina alimentava em seu coração ardente desejo de ver Nossa Senhora, pedido constante em suas orações desde a infância. Então, dirigindo-se à Casa das Filhas da Caridade em Châtillon-sur-Seine, notou na parede da sala de visitas fotografia do sacerdote que via em seus sonhos. Assim, uma irmã explicou-lhe: “É nosso pai, São Vicente de Paulo”. Do mesmo modo, Catarina compreendeu que seria Filha da Caridade seguindo este chamado divino.

Dessa forma, em 21 de abril de 1830 entrou no noviciado das Filhas da Caridade na Rue du Bac em Paris após seu pai dar-lhe permissão para sair de casa. Contudo, sua vida entrelaçou-se mais intimamente com mistérios de Deus quando em 19 de julho de 1830 a Virgem Maria começou a aparecer-lhe. Enfim, estas aparições enriqueceram toda Igreja atingindo o mundo com devoção à Imaculada Conceição.

Santa Catarina Labouré e as aparições marianas

A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar de pé sobre globo com semblante de beleza indizível, vestida de branco com manto azul. Por isso, suas mãos elevadas até cintura sustentavam globo figurando o mundo encimado por cruzinha. Então, a Senhora estava rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la diretamente. Assim, o rosto radiante de claridade celestial conservava olhos elevados ao céu como para oferecer o globo a Deus.

Do mesmo modo, Nossa Senhora disse: “Eis símbolo das graças que derramo sobre todas pessoas que mas pedem”. Dessa forma, apareceu por três vezes a Santa Catarina apresentando na terceira aparição modelo da medalha de Nossa Senhora das Graças. Contudo, ao final desta aparição disse: “Minha filha, doravante não me tornarás a ver, mas hás de ouvir minha voz em tuas orações”.

Vida conventual silenciosa

Santa Catarina passou 46 anos de vida num convento onde viveu o Evangelho principalmente no tocante da humildade. Enfim, ninguém sabia que ela havia sido canal dessa aprovada devoção que antecedeu e ajudou na proclamação do Dogma da Imaculada Conceição em 1854. Por isso, como cozinheira e porteira tratando dos velhinhos no hospício de Enghien em Paris, assumiu viver no silêncio, escondimento e humildade.

Então, enquanto viveu permaneceu desconhecida como vidente das aparições marianas. Assim, entrou no céu em 31 de dezembro de 1876 com 70 anos de idade após vida dedicada ao serviço dos pobres. Dessa forma, o Papa Pio XI beatificou-a em 1933 e Pio XII canonizou-a em 1947, reconhecendo que seu corpo permaneceu perfeitamente conservado.

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