São Josafá dedicou sua vida inteira à promoção da unidade entre as Igrejas Bizantina e Romana, tornando-se mártir por essa causa sagrada. Assim, João Kuncewicz nasceu em Wladimir, Ucrânia, no ano de 1580, numa família de ortodoxos cismáticos ligados à Igreja Bizantina. Dessa forma, cresceu desconectado da Igreja Romana até que o Espírito do Senhor o tocou profundamente. Por isso, abraçou a fé católica e mudou seu nome para Josafá quando se dedicava ao comércio. Do mesmo modo, essa conversão marcou o início de uma vida dedicada inteiramente ao serviço de Deus e à unificação cristã. Então, movido por profunda vocação religiosa, ingressou na Ordem de São Basílio.
Formação religiosa e ordenação
Como monge desde os 24 anos, Josafá tornou-se verdadeiro apóstolo da unidade entre os cristãos. Assim, a Igreja o ordenou sacerdote em 1609, quando assumiu plenamente sua missão evangelizadora. Dessa forma, os superiores logo reconheceram suas qualidades excepcionais e o nomearam superior dos conventos de Briten. Por isso, posteriormente os responsáveis o promoveram a arquimandrita de Vilna, cargo de grande responsabilidade na hierarquia monástica.
Do mesmo modo, suas virtudes e dons espirituais impressionavam a todos que o conheciam. Então, dotado de carismas especiais para a liderança espiritual, continuou crescendo em santidade e sabedoria. Contudo, seu maior sonho era ver todas as Igrejas cristãs reunidas sob a autoridade papal.
A missão de São Josafá pela unidade
Em 1617, a Igreja o nomeou Arcebispo de Polotsk, sede primacial dos Rutenos, reconhecendo sua capacidade pastoral excepcional. Assim, assumiu a responsabilidade de liderar uma das mais importantes arquidioceses da região. Dessa forma, lutou incansavelmente pela formação adequada do clero, pela catequese sistemática do povo e pela evangelização de todas as pessoas.
Por isso, as portas de sua casa e do seu coração permaneciam sempre abertas para acolher os pobres e necessitados. Do mesmo modo, além de promover com seu testemunho a caridade para com os desprovidos, desgastou-se completamente na promoção da unidade entre a Igreja Bizantina e a Romana. Então, através de seu trabalho pastoral, conseguiu levar muitos fiéis a viver unidos na Igreja de Cristo.
Contudo, os que entravam em comunhão com a Igreja Romana, como Josafá, passaram a ser chamados pejorativamente de “uniatas”. Dessa forma, os ortodoxos os excluíam e acusavam de serem maus patriotas e apóstatas.
Martírio e canonização
Josafá dedicou-se completamente ao trabalho de unificação das Igrejas, buscando remover o cisma e reconduzir os cismáticos à união com a Cátedra de São Pedro. Assim, seu apostolado alcançou grande êxito, pois muitos hereges voltaram ao seio da Igreja Católica.
Contudo, seu zelo pelas causas da Igreja resultou em numerosas perseguições, calúnias e oposições violentas por parte dos cismáticos. Então, em 1623, durante uma viagem pastoral, Josafá foi brutalmente atacado e martirizado aos 43 anos. Por isso, após assassinarem-no, os agressores prenderam seu corpo a um cão morto e o lançaram num rio.
Dessa forma, entrou no Céu, donde continua intercedendo pela unidade dos cristãos. Enfim, os próprios assassinos, mais tarde, converteram-se à unidade desejada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Do mesmo modo, a Igreja reconheceu suas virtudes heroicas e a santidade de seu martírio, canonizando-o solenemente através do Papa Pio IX em 1867.