17/09 – São Roberto Bellarmino

São Roberto Bellarmino destacou-se como um dos grandes defensores da fé católica durante o período pós-tridentino. Assim, este ilustre jesuíta combateu incansavelmente os erros doutrinários de seu tempo. Dessa forma, suas obras teológicas fortaleceram a identidade católica frente aos desafios da Reforma Protestante. Por isso, a Igreja o reconhece como Doutor da Igreja.

Origens familiares de São Roberto Bellarmino

Roberto nasceu em 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, perto de Siena. Assim, era filho dos nobres empobrecidos Vincenzo Bellarmino e Cinzia Cervini, irmã do Papa Marcelo II. Então, recebeu excelente educação humanista antes de ingressar na Companhia de Jesus em 20 de setembro de 1560. Do mesmo modo, seus estudos em filosofia e teologia no Colégio Romano, Pádua e Louvain centraram-se em São Tomás e os Padres da Igreja. Enfim, ordenaram-no sacerdote em 25 de março de 1570.

Formação intelectual e primeiros ministérios

O jovem jesuíta tornou-se professor de teologia em Louvain por alguns anos. Contudo, Roma o chamou posteriormente como professor do Colégio Romano. Por isso, confiaram-lhe a cátedra de “Apologética”, cargo que ocupou de 1576 a 1586. Dessa forma, elaborou um curso de lições que se fundiu na obra “Controversiae”. Então, esta obra tornou-se imediatamente famosa pela clareza, riqueza de conteúdo e viés predominantemente histórico.

Do mesmo modo, de 1588 a 1594, exerceu o cargo de primeiro padre espiritual dos alunos jesuítas do Colégio Romano. Assim, conheceu e dirigiu São Luís Gonzaga entre seus discípulos. Enfim, o Papa Clemente VIII o nomeou teólogo pontifício, consultor do Santo Ofício e reitor do Colégio das Penitenciárias da Basílica de São Pedro.

Episcopado de São Roberto Bellarmino

Em 3 de março de 1599, o Papa Clemente VIII criou-o cardeal. Então, em 18 de março de 1602, nomeou-o arcebispo de Cápua. Dessa forma, recebeu a ordenação episcopal em 21 de abril do mesmo ano. Por isso, nos três anos como bispo diocesano, destacou-se pelo zelo de pregador em sua catedral. Do mesmo modo, realizava visitas semanais às paróquias e promoveu três sínodos diocesanos.

Contudo, após participar dos conclaves que elegeram os Papas Leão XI e Paulo V, Roma o chamou novamente. Assim, tornou-se membro das Congregações do Santo Ofício, do Índice, dos Ritos, dos Bispos e da Propagação da Fé. Então, exerceu também cargos diplomáticos com a República de Veneza e Inglaterra, defendendo os direitos da Sé Apostólica.

Últimos anos e glorificação

Em seus últimos anos, o santo compôs vários livros sobre espiritualidade. Dessa forma, condensou nessas obras o fruto de seus exercícios espirituais anuais. Por isso, o povo cristão ainda hoje recebe grande edificação ao lê-los. Enfim, morreu em Roma em 17 de setembro de 1621. Então, o Papa Pio XI o beatificou em 1923, canonizou-o em 1930 e proclamou-o Doutor da Igreja em 1931.

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